Dicas e Informações (Page 46)

Portaria

Aprenda quais são os direitos e deveres de cada um

O aluguel pode representar, para muitos, a solução ideal de moradia, sem as demoras e burocracias envolvidas na compra de um imóvel. A lei do inquilinato (Lei nº 8.245), sancionada em 2009, esclareceu as responsabilidades dos envolvidos nesse processo, mas, mesmo assim, o cenário ainda pode trazer dor de cabeça.

Edson Salomão, advogado imobiliário em Salvador, afirma que o primeiro passo do locatário deve ser visitar o imóvel, assegurando-se de que não há problemas estruturais, como infiltrações, e nem problemas com uma vizinhança barulhenta.

“É importante se certificar de que o imóvel pertence realmente àquele locador ou que o corretor tem autorização para alugá-lo”, assinala.

O proprietário do imóvel deve, por sua vez, checar a situação financeira de quem está alugando, buscando o nome do possível inquilino no SPC e na Serasa.

“Às vezes o indivíduo tem inúmeros processos de despejo e aluga outro apartamento”, alerta.

Salomão enfatiza a necessidade de elaboração de um contrato de aluguel. “É um erro comum, e perigoso, fazer um contrato verbal. A lei admite essa possibilidade, mas ela não tem as mesmas garantias”, explica. Ele também recomenda elaborar um laudo de vistoria do imóvel.

Cláusulas ilegais

Já Eduardo Rodrigues, gerente da administradora de imóveis Apsa, em Salvador, alerta que muitos proprietários inserem no contrato cláusulas ilegais, como a exigência de caução acima do valor permitido pela lei do inquilinato.

“Outro abuso comum é querer mais de uma forma de garantia, como a caução e o fiador, pois a lei só exige um dos dois”, afirma Rodrigues.

Salomão explica que taxas ordinárias, como água, gás, luz e condomínio, recaem sobre o inquilino, mas que cobranças extras para melhorias no prédio, como instalação de churrasqueiras e reformas estruturais, vão para o dono do imóvel, “pois agregam valor à propriedade. Como essas taxas frequentemente vêm no mesmo boleto, o inquilino tem direito a pedir um desconto no aluguel”.

Rodrigues ressalva que as despesas de manutenção, por outro lado, “são de responsabilidade do inquilino, pois vêm como consequência do uso”.

De acordo com ele, um dos erros mais comuns no aluguel é que o inquilino contribua para o fundo de reserva do condomínio, que é uma atribuição do proprietário.

Para obrigações como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), Rodrigues explica que “a responsabilidade depende do que está disposto no contrato, sendo autorizado ao locador cobrar o imposto do inquilino”.

Ele explica que, em caso de danos ao imóvel, o locatário só é responsável por aqueles que ele próprio causar e que qualquer problema estrutural é de responsabilidade do proprietário. Já no caso de o inquilino deixar de pagar o aluguel, o proprietário pode entrar com ação de cobrança, mas não de despejo.

“Se ele quitar a dívida, tem o direito de permanecer”, diz Rodrigues.

Salomão lembra que, em caso de venda do imóvel, o inquilino tem preferência na compra e pode acionar o proprietário caso esse direito não seja respeitado.

Veja dicas de como manter as crianças ocupadas e felizes

Com a chegada das férias escolares, a garotada costuma passar mais tempo dentro dos condomínios. E criança enfurnada em casa, cheia de energia para gastar, pode dar um trabalho danado.

Com a chegada das férias escolares, a garotada costuma passar mais tempo dentro dos condomínios. E criança enfurnada em casa, cheia de energia para gastar, pode dar um trabalho danado. Bagunça e barulho não faltam!

Como cuidar para que elas se divirtam com segurança e sem transtornos para os moradores?

Uma alternativa adotada em muitos edifícios é oferecer atividades recreativas coletivas, seja pela contratação de profissionais qualificados ou a partir da organização entre os próprios moradores. Então, vamos agitar a galera e montar um bom planejamento de recreação?

1 – Recreação profissional

Junto com seus vizinhos, contrate um serviço de recreadores para oferecer às crianças uma programação vasta de brincadeiras e atividades durante uma ou duas semanas (geralmente as duas últimas das férias, por percebermos que os pequenos já estão sem ter muito o que fazer em casa e ficam um pouco entediados).

Não se esqueça de auxiliar o serviço de recreação, oferecendo a todos, crianças e recreadores, um momento de lanches saudáveis.

2 – Pais animados e unidos

Se contratar uma recreação não está nos planos, entre os pais do condomínio, você e seus vizinhos podem eleger os mais dispostos a brincar, aqueles mais divertidos, que não trabalham nesta época, se empenham e gostam de estar com as crianças. Estabeleçam entre vocês os melhores horários para oferecer a programação de brincadeiras.

Organizem atividades por dia e divulguem para a turminha. Todos ficarão felizes e à espera das brincadeiras que mais gostam, acompanhando a programação diariamente.

Se os moradores escolheram a primeira opção, basta confiar na alegria dos profissionais e se divertir com a aprovação da criançada.

Mas, se a segunda opção é a melhor para você e seus vizinhos, vocês vão precisar de dicas para montar a programação e criar as brincadeiras. A gente dá essa força!

Confira abaixo uma lista de sugestões de atividades que garantem férias inesquecíveis:

Prepare um desfile de moda

Com as criações próprias ou com combinações do guarda-roupa (da criança ou dos pais), a graça é fazer um evento e pensar em tudo. Local, decoração, figurinos, modelos, trilha sonora, maquiagem e penteado.

Jardinagem e plantação

Crianças que vivem em cidades grandes dificilmente têm oportunidade de ter contato com a natureza. Que tal aproveitar o período sem aula para isso? Pode ser uma plantinha pequena, pode ser uma árvore, pode ser até um feijão no algodão.

Arte com papel

Basta um jornal velho, bexigas, cola branca e um pincel para criar vários objetos usando a técnica da papietagem. Encha a bexiga e cubra com várias camadas de papel picado coberto pela cola. Depois de seco, pode virar um vaso, uma luminária ou o que a imaginação inventar.

Crie seu próprio brinquedo

Vale usar material reciclado, tecidos e o que mais a imaginação permitir. Não esqueça de ajudar as crianças, já que, muitas vezes, é preciso usar cola quente, tesoura e outros objetos perigosos.

Monte peças teatrais

Que tal montar uma releitura de uma peça famosa? Ou quem sabe criar uma história nova? Ou ainda sortear papeis em um envelope cheio de personagens (bruxa, mágico, bichos, empresário, fada…) e deixar a peça rolar solta? Uma apresentação para a reunir família e amigos também pode ser bem legal.

Escreva um livro

Dobre várias folhas sulfites ao meio e grampeie formando um pequeno livro em branco. Entregue para as crianças dizendo que é a oportunidade de escrever seu próprio livro. Ilustrações e a capa também entram na brincadeira.

Gincanas

Pegar sacos, cordas, pneus, bolas, por exemplo, pode garantir boas horas de entretenimento e muita diversão para as crianças.

Tarde de jogos musicais

Qual é a música?, brincadeiras de roda, músicas folclóricas, concurso de karaokê, paródias, versinhos e dedicatórias de música… São tantas as opções!

Piquenique

Faça um piquenique com as crianças na área de lazer do condomínio. Utilize garrafas térmicas para colocar bebidas para aquecer o corpo no frio, como chocolate quente. Tortas, bolos, frutas, biscoitos, pão de queijo e pipocas dispostas em uma toalha xadrez podem fazer com que as crianças se sintam especiais.

Veja seis dicas para cortar gastos no seu condomínio

6 mandamentos da redução de custos em condomínios

Em tempos de crise econômica, corte de gastos pode reduzir taxa mensal do condomínio em 30%

Folha de pagamento, manutenção, impostos, água, luz de áreas comuns, limpeza, seguros, fundo reserva, jardins… A lista de despesas de um condomínio é extensa e, raras exceções, reduzir o custo da taxa mensal do condomínio é cada vez mais difícil.

Quando a gestão do condomínio e condôminos estão dispostos a colaborar, com revisões em folhas de pagamentos, horas extras e medidas educativas para economia de energia, substituições de lâmpadas e redução do uso da água para manutenções, a taxa de condomínio pode ser reduzida em até 30%.

Para provar que isso é possível, a Ollo Condomínios lançou a plataforma OBZ – Orçamento Base Zero, que é responsável por revisar todos os custos de um condomínio sem acessar o histórico de gastos.

Dessa forma, são sugeridos ajustes que podem colaborar nessa redução. Um condomínio no Brooklin, São Paulo, por exemplo, é um dos beneficiados pela OBZ e já pôde sentir no bolso o que é pagar 14% menos.

Fabiano Neaime, diretor da Ollo Condomínios e idealizador do OBZ, lista abaixo os 6 mandamentos que podem reduzir em até 30% os custos dos condomínios:

1) Horas extras

Despesas com funcionários representam até 85% dos gastos totais de um condomínio. Planejar as escalas corretamente é o primeiro passo para economizar, diminuindo os gastos com horas extras. “Um condomínio com seis funcionários pagava em torno de 130 horas extras/mês, o síndico não soube explicar por que faziam apenas 15 minutos de horário para refeição e recebiam 1 hora extra diariamente. Após a aplicação da OBZ, essas horas foram reduzidas para 42 horas/mês”, explica Neaime.

A contratação de funcionários fixos registrados pode ter um custo menor. Por outro lado, a terceirização protege o condomínio de eventuais passivos trabalhistas.

2) Tecnologia

Outra forma de diminuir o custo folha é investir em tecnologia, como automação de portões, instalação de porteiro eletrônico, câmeras de vigilância.

“Aconselhamos que seja feito por especialistas em tecnologia, juntamente com o RH. A diminuição das horas extras não precisa ser indenizada quando não são cortadas todas as horas feitas pelos funcionários”, afirma Neaime.

3) Inadimplência

A inadimplência é outro principal fator no aumento da cota condominial. Por isso, é fundamental o papel da administradora fazer uma administração preventiva, conscientizando os condôminos sobre a importância que tem a falta de pagamento e também exercer cobrança ativa e imediata, procurando não deixar acumular meses em atraso. “É muito importante que a administradora exerça a função de interatividade entre o síndico e os condôminos, isso facilita o diálogo para quando houver a necessidade de acordos nos atrasos”, comenta Neaime.

4) Revisões e Manutenções

Outras formas de reduzir as despesas e consequentemente a taxa condominial é o investimento em tecnologia, como substituição de lâmpadas modernas, manutenções preventivas nas redes de água e energia, motores elétricos, bombas, gerador, etc. A manutenção de limpeza de caixa d agua, jardins, hidrantes, extintores e para raios deve ser feita, pelo menos, a cada seis meses.

5) Luz e água

Instalação de sensores de presença a troca de lâmpadas fluorescentes e comuns por LED, modernização de geradores, elevadores, captação de água de reuso etc. Essas são algumas medidas básicas que podem colaborar na redução de custos.

6) Orçamento

O planejamento orçamentário é a melhor forma para reduzir a taxa de condomínio, prevendo gastos do próximo ano. Nesse caso é fundamental a contratação de empresas especializadas como as administradoras de condomínios.

É possível diminuir valor da taxa mensal com pequenas atitudes

Pequenas mudanças na rotina do prédio ajudam a diminuir o valor do condomínio

Mudanças na rotina do prédio podem contribuir para diminuir o custo do condomínio

Um dos fatores que mais influenciam na hora de escolher um apartamento para comprar é o valor do condomínio. Enquanto o aluguel, em geral, pode ter seu preço negociado junto ao proprietário ou à administradora, esta taxa costuma ser a mesma para todos os moradores. Mas determinadas mudanças na rotina do prédio podem contribuir para diminuir o custo.

As despesas condominiais geralmente são aquelas obrigatórias, como água, luz e manutenção de elevadores. Mas há também as variáveis, aprovadas em assembleia, como o pagamento de funcionários e portaria 24 horas.

Segundo a advogada Sabrina Rasga, especialista em Direito Imobiliário, o melhor a fazer para não se surpreender com mudanças repentinas de preço e economizar no fim do mês é verificar a folha de pessoal, evitar o pagamento de horas extras, conscientizar os moradores sobre o uso de água, prevenir vazamentos e realizar manutenção preventiva e vistoria nos sistemas hidráulicos e de gás.

– Assim, caso um problema seja logo identificado, o reparo não demandará tanto dinheiro do condomínio. Se isso não acontecer, pode prejudicar todos com um valor alto da taxa – explica.

A taxa pode ser cobrada de forma fixa ou rateada. Esta é calculada com base nas despesas rotineiras do condomínio, como luz, água, gás, pagamento de funcionários, compra de material de limpeza, custo da portaria, segurança, limpeza e jardinagem, etc. Nesse caso, o valor de todas as despesas é dividido pela quantidade de apartamentos, gerando assim uma taxa mensal aos condôminos.

Já a taxa fixa, segundo a especialista, é aprovada previamente em assembleia, correspondendo a uma média da soma de todas as despesas ordinárias divididas pelo número de apartamentos, sendo possível, ainda, acrescentar as despesas extraordinárias (pinturas, obras, etc.).

Nesse contexto, os condôminos têm uma previsibilidade maior, pois pagam um valor fixo mensal, sem surpresas. Em geral, os condomínios têm um fundo de reserva que custeará pequenos reparos, férias dos funcionários e outras eventualidades.

8 Dicas para diminuir a inadimplência

A inadimplência nos condomínios é o terror de qualquer síndico, principalmente quando o orçamento depende da taxa paga pelos moradores. Desse modo, qualquer atraso ou falta de pagamento pode acarretar em prejuízos para todos. Por isso é muito importante tomar ações para diminuir a inadimplência no condomínio.

Muito embora esse já seja uma antiga reclamação dos síndicos, em geral, a atual situação econômica do país vem agravando ainda mais as inadimplências. E aí o que fazer? Como os síndicos podem solucionar esse problema sem expor os condôminos e sem entrar com as contas do condomínio no vermelho?

Pensando nisso, montamos algumas dicas que podem ajudar a você. Confira:

  1. Busque a conscientização
    A multa por pagamento atrasado da taxa mensal é de 2%, o que aumenta muito a inadimplência. Portanto, o mais importante é fazer com os moradores entendam o que está em jogo: o bem-estar coletivo.
  2. Formule regras.
    Se existe um conselho no seu condomínio ou se as decisões são tomadas em reuniões de moradores, é importante criar regras para validar e realizar a cobrança. É importante que todos saibam e concordem com elas. Por exemplo: a partir de quantas mensalidades atrasadas será feita uma cobrança ou uma notificação?
  3. Abra negociações
    Sempre dentro da legalidade, é importante deixar aberto o canal de negociação com o condômino devedor, para que ele apresente sua defesa e a possibilidade de regularização da dívida.
  4.  Busque ajuda de profissionais
    Um caminho interessante é se amparar por profissionais especialistas em cobrança para dar um caráter “mais oficial” à dívida do condômino.
  5. Notifique com antecedência
    Um dos mecanismos mais eficazes é mandar correspondências para os devedores avisando do vencimento das mensalidades.
  6. Evite expor os devedores.
    Em hipótese alguma coloque os nomes dos devedores em quadro de aviso. Isso poderá render problemas que extrapolam a dívida do condomínio.
  7. Não deixe a dívida acumular
    Não descanse enquanto os devedores não demonstrarem alguma possibilidade de pagamento daquilo que devem. Quanto mais a dívida se avoluma, mas prejudicado o condomínio fica.
  8. Tenha um fundo de reserva
    O condomínio deve ser pensando como uma empresa. Em momentos de crise, é preciso ter caixa para cobrir eventuais despesas. O fundo de reserva serve para ser usado em reparos e serviços emergenciais e pode ser consumido caso o síndico não consiga fechar as contas do mês.

Tenha cuidado: o montante retirado deverá ser restituído o quanto antes ao fundo, que possui destinação certa.

No início de 2016 o Código Penal sofreu uma alteração que deixou a lei mais firme para quem atrasa o pagamento do condomínio. Agora o devedor não poderá atrasar mais que três dias no pagamento, ou sofrerá ações judiciais como a penhora do imóvel. Para entender melhor essa mudança, clique aqui.

Preste atenção nas contas do seu condomínio. Organização e um bom planejamento financeiro são a chave para não deixar que a inadimplência interfira no seu orçamento. 😉

Como contratar funcionários para o condomínio?

Algumas pessoas podem achar fácil a tarefa de contratar funcionários para o condomínio. Porém, esta é uma atividade que exige atenção e dedicação, pois funcionários como o zelador, o porteiro e o faxineiro são de extrema importância para manutenção do condomínio e é essencial que os mesmos estejam treinados e aptos a assumir as missões de cada um dos cargos.

Para acertar na hora de contratar funcionários para o condomínio, o síndico deve estar atento a alguns pontos:

  • realizar uma seleção de profissionais, com análise de currículo e entrevistas;
  • Pedir ajuda profissional, seja em empresas de recursos humanos ou até mesmo para um morador que se disponibilize a aplicar dinâmicas e testes psicológicos, por vezes, é uma decisão assertiva;
  • checar referências e pedir atestado de antecedentes criminais;
  • considerar além da aparência física, oferecer salários justos, de acordo com a experiência profissional do candidato e escolaridade, atentando ao padrão e ao valor da média de mercado;
  • fazer um plano de carreira, aproveitando o funcionário de outra área para substituir o ausente, treiná-lo e orientá-lo, para que haja maior aproveitamento do pessoal;

Vale destacar que, durante a contratação de funcionários para o condomínio, o síndico deve ter clareza do perfil profissional que está buscando, quais são as verdadeiras atribuições e conhecimentos prévios necessários para ocupar a vaga. Para os cargos em questão, as tarefas, basicamente, são:

Zeladoria: ser organizado e com espírito de liderança centrado no grupo. Veja mais sobre as atribuições do zelador aqui.

Portaria: responsável pela segurança na entrada, saída e entorno do condomínio. Veja mais sobre os deveres do porteiro aqui.

Pessoal da faxina: conhecimento prévio dos materiais de limpeza e como devem ser utilizados dentro do condomínio.Cursos e treinamentos ajudam o profissional a se atualizar, com novas técnicas, normas e medidas de segurança.  

Outro destaque importante é para o folguista. Ele será um posto chave dentro de uma escala de trabalho, pois não irá sobrecarregar nenhum funcionário.

Um folguista pode gerar até 25% de economia para o condomínio, mas é preciso dosar os dias em que o profissional vai trabalhar, pois os salários fixos devem ser maiores, para seja possível captar profissionais bons e interessados.Burocracias ao contratar funcionários para o condomínio

Os profissionais para trabalhar no condomínio podem ser:

  • Contratados pelo condomínio
  • Terceirizados

No caso de contratação direta do funcionário, é de extrema importância que os profissionais tenham a carteira assinada. Veja quais os trâmites o condomínio deve passar para contratar o profissional com carteira assinada:

a) Efetuar matrícula do condomínio no Instituto Nacional da Previdência Social (INSS), simultaneamente com a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);

b) Efetuar a inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ): os condomínios que pagam rendimentos sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte estão obrigados a se inscrever no CNPJ. O documento necessário será a Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica (FCPJ) devidamente preenchida. O condomínio que não possuir convenção devidamente registrada deverá apresentar:

  • Ata da assembléia geral de condôminos, específica, dispondo sobre sua inscrição no CNPJ, declarando, sob as penas da lei, os motivos pelos quais não a possui;
  • Ata da assembléia que elegeu o síndico, devidamente registrada em cartório.

c) Cadastrar os empregados por intermédio da GFIP: O cadastramento do trabalhador no sistema do FGTS é necessário para que seu primeiro recolhimento para o Fundo aconteça por meio da Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP).

d) Cadastrar os empregados no sistema do PIS/PASEP: O condomínio deverá cadastrar seus empregados, desde que ainda não inscritos, como participantes do PIS/PASEP.  O cadastramento será efetuado, exclusivamente, em agência da Caixa Econômica Federal (CEF) e por meio do formulário Documento de Cadastramento no PIS (DCPIS), que deverá ser solicitado nas agências da CEF, sempre que for necessário, na quantidade compatível com o número de empregados a serem cadastrados.

e) CAGED (cadastro geral de empregados e desempregados): O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) foi criado pelo Governo Federal, por intermédio da Lei nº 4.923/65, que instituiu o registro permanente de admissões e dispensa de empregados, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Ele serve como base para a elaboração de estudos, pesquisas, projetos e programas ligados ao mercado de trabalho, como também é utilizado, ainda, pelo Programa de Seguro-desemprego, para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas, além de outros programas sociais.

f) GRCS (Guia de recolhimento da contribuição sindical): O condomínio é obrigado a descontar, da folha de pagamento de seus empregados relativa ao mês de março de cada ano, a contribuição sindical por estes devida aos respectivos sindicatos. A contribuição sindical corresponderá à remuneração de um dia de trabalho, qualquer que seja a forma de remuneração e quer sejam ou não os empregados associados ao sindicato.

g) DIRF: Esta declaração não deve ser confundida com o Imposto de Renda. Ela é uma declaração emitida pela fonte pagadora, em que o condomínio deve declarar os pagamentos de seus funcionários por meio de referências exigidas das notas fiscais, como CNPJ da empresa, número da nota, valor e código.

Os riscos em não assinar as carteiras profissionais de tais trabalhadores são atribuídos ao síndico, que responde por todas as ações de sua gestão, ao condomínio, que pode responder judicialmente, e, mais indiretamente, aos condôminos.

É comum que o advogado do sindicato dos trabalhadores pergunte sobre o registro em carteira e outras obrigações do empregador, aconselhando o trabalhador a entrar na justiça caso os direitos dele não tenham sido respeitados.

Além de questões judiciais, se um funcionário contratado pelo condomínio cai da escada e se machuca, por exemplo, o condomínio poderá responder judicialmente.

Se a administração do condomínio for terceirizada, as empresas devem se encarregar das burocracias trabalhistas, mas é importante que essa informação seja confirmada com a empresa.

É sempre importante lembrar que todo e qualquer profissional, quando tem seus direitos e deveres respeitados, com reconhecimento justo, trabalha melhor e mais feliz, características de extrema relevância para o bom funcionamento de um condomínio.

 

Segurança no condomínio: CFTV e sistema de alarme a combinação perfeita

A combinação do Sistema de Alarme e do Sistema de CFTV trabalhando juntos é uma ótima opção para melhorar a segurança do seu condomínio. Como sabemos, na segurança eletrônica existem diversos recursos e ferramentas que potencializam a sua segurança.

O Sistema de Alarme Monitorado é um recurso muito eficiente pois permite a integração de outros recursos como módulo GPRS, notificações por SMS, gerenciamento de usuário e mais.

O Sistema de CFTV quando instalado em conjunto com o alarme permite um monitoramento muito mais completo pois, além de enviar a notificação da anormalidade à Central de Monitoramento, envia também a imagem em tempo real do local monitorado.

Desta forma, todas as ações tomadas pela Central de Monitoramento e Apoio Operacional são muito mais efetivas e tudo fica registrado no sistema de CFTV, permitindo identificar quem ou o que ocasionou tal fato.

As imagens armazenadas no sistema de CFTV possibilitam ao cliente com usuário e senha acessar o sistema e visualizar as imagens gravadas – além da possibilidade de visualizar as imagens em tempo real. O sistema permite o acesso remoto de qualquer lugar do mundo desde que tenha internet para isso, inclusive pelo seu dispositivo móvel.

Este texto é uma cortesia de nosso parceiro: Schimitd Segurança e Serviços

As 10 primeiras coisas que você deve fazer após ser eleito síndico

1 … Entender as suas responsabilidades, as do condomínio e condôminos, lendo os artigos 1331 a 1358 do código civil e a convenção do condomínio

2 … Verificar a situação fiscal do condomínio (certificar-se se estão em dia o recolhimento de todos os encargos trabalhistas, alvarás, seguros, laudo dos elevadores etc)

3 … Avaliar a situação financeira do condomínio

4 … Conhecer bem o condomínio, faça uma inspeção na edificação acompanhado pelo zelador e converse com os funcionários

5 … Limitar horários e formas para a sua atuação, de forma que função de síndico interfira menos na sua vida pessoal, através de nossa plataforma você não precisa usar seu e-mail pessoal, todas as solicitações do moradores acontecem em nosso sistema.

6 … Dividir funções e responsabilidades estimulando a participação dos condôminos, crie comissões para ajudá-lo na manutenção, limpeza ou melhorias

7 … Se organizar, escolher como e onde guardará toda a documentação que legalmente precisam ser arquivada (notas fiscais, documentação trabalhista, atas de assembleias). E definir como cuidará de todas as questões pendentes na gestão.

8 … Não descuidar da manutenção, podemos ajudá-lo com o nosso calendário de manutenção

9 … Ter uma boa estratégia de comunicação, com o Organize meu Condomínio você pode enviar mensagens a todos os moradores, mensagens urgentes por SMS ou mensagens individuais para uma específica unidade

10 … Perceber as demandas dos condôminos, em nossa plataforma você pode criar enquetes para colher essas demandas

Dicas para o Síndico: deixe reservado um dia o salão de festas do prédio e faça um bazar

Acabaram as Olimpíadas e o que só se lê no jornal agora é sobre a sensação de ressaca que os brasileiros sentiram.

Não sabíamos como seriam os jogos, se a abertura ia ser bonita,se não ia cair nenhum pedaço de arquibancada em estádio, se algum maluco do Estado Islâmico ia conseguir atacar, mas no final deu tudo certo. A minha sensação foi de alívio e orgulho, pois mais uma vez a parte mais bonita da festa foi a alegria do povo e quando colocamos gente competente para trabalhar no lugar certo, mesmo com orçamento reduzido conseguimos fazer coisa maravilhosas, afinal já estamos acostumados com isso.

E o que tudo isso tem a ver com o condomínio? Bom como todos sabemos o desemprego está batendo recordes no Brasil, e muitos ao nosso redor estão desempregados, comércio fechando e após os jogos vamos ter que usar toda a nossa criatividade para fechar as contas do mês.

Pensando nisso e vendo a seção de classificados do Organize o meu Condomínio, vi que várias pessoas estão partindo para fazer doces e bolos em casa, outros fazem artesanato, vendem serviços e assim vai. E nada mais gostoso do que ter um produto gostoso perto de casa e poder ajudar aos vizinhos.

Assim a sugestão aqui é que o síndico deixe reservado um dia o salão de festas do prédio e faça um bazar, onde cada um possa mostrar o seu produto e aumentar a receita do mês. Coloque as crianças para participar também pois elas adoram, e já é uma forma de cada uma exercer seu lado empreendedor.

Abraço e até a próxima,

Cláudia

Cláudia Wetzel é a nossa Diretora de Marketing, mãe de 3, uma menina linda de 5 anos e de um menino e uma menina de 9 meses. Formada em Engenharia de Alimentos e com Pós-Graduação em Marketing sempre trabalhou em Multinacionais, mas não escapou da crise de 2016 e agora está se reinventando conosco.

10 itens para você verificar como estão os seguros do seu condomínio

Alguns síndicos não sabem, mas todos os condomínios precisam ter um seguro, isso é lei! Alias, existe uma legislação que regula toda a operação do condomínio (veja mais aqui). O  artigo 13 da Lei dos Condomínios, diz que é obrigatória a obtenção do seguro: “deve abranger as unidades autônomas e as áreas comuns, contra incêndio ou outro sinistro que cause destruição no todo ou em parte, computando-se o prêmio nas despesas oriundas do condomínio ”. Dessa forma, o seguro, que deve ser renovado anualmente. Importante dizer que o síndico, responde ativa e passivamente, por qualquer inadequação ou insuficiência do seguro.

Coberturas
Cobertura básica simples protege o condomínio segurado contra os riscos de incêndio, queda de raio dentro do terreno segurado e explosão de qualquer natureza.

Cobertura básica ampla apresenta coberturas para quaisquer eventos que possam causar danos materiais ao imóvel segurado, exceto os expressamente excluídos. Trata-se, portanto, de um seguro que o mercado chama de “all risks”, isto é, contra todo tipo de risco.

Coberturas contra desmoronamentos, alagamentos e outros fenômenos naturais poderão ser oferecidas em ambas as modalidades, sendo que no pacote básico simples trata-se de uma “cobertura adicional”.  Como a lei não é específica quanto às coberturas obrigatórias, deve-se observar a importância de contratar um seguro mais amplo, além das coberturas de incêndio, como raios, explosão, quedas de aeronaves, danos elétricos, impacto de veículos, e os já citados acima.
Também é muito importante observar a contratação do Seguro de Responsabilidade Civil, que trata dos danos que possam ser causados a terceiros, e que venham a ser de responsabilidade do condomínio.

Veja abaixo nosso check-list com 10 itens para verificar a situação do seu seguro:

1 … Dano elétrico, não é uma cobertura obrigatória mas muito indicada, confira o tipo de cobertura e valor coberto no reparo em especial para peças de elevadores e portões, não é incomum na queda de raios ou falta de luz que uma placa do elevador queime e aí,  o reparo pode sair bem caro, algumas placas de controle podem custar mais de R$ 1.000
2 … Indenização por morte para os funcionário do condomínio, está na convenção da categoria, em caso de morte a família do funcionário tem direito a uma indenização de 20 salários.
3 … Coberturas adicionais: a legislação não especifica que outros eventos devem ser segurados além: incêndio, queda de raio dentro do terreno e explosão de qualquer natureza, deve-se contratar um seguro que garanta todos os eventos a que o condomínio esteja efetivamente sujeito.
4 … É essencial a revisão de valores e de coberturas a cada renovação,no caso de insuficiência de coberturas em apólices vencidas, a responsabilidade pela renovação do seguro recai sobre o síndico.
5 … Cuidado com os valores das coberturas, por exemplo a cobertura de responsabilidade civil são calculadas com base no padrão do edifício e no tipo de atividade: residencial, comercial. Já para incêndio deve-se tomar por base o valor da reconstrução do edifício, considerando-se uma construção nova, nesse cálculo, são desconsiderados o custo do terreno, a depreciação pela idade ou estado de conservação.
6 .. Não delegue a terceiros a responsabilidade pela aprovação do seguro, pois a responsabilidade é pessoal e intransferível do síndico, não havendo recurso legal que transfira essa atribuição a terceiros, em caso de problemas é você que será responsabilizado.
7 … Responsabilidade civil do síndico, você como síndico pode ser acionado judicialmente por isso, para se proteger é uma boa prática contratar esta modalidade. Veja também a responsabilidade civil do condomínio, essa cobertura garante prejuízos que passam a ser de responsabilidade do condomínio, como objetos atirados por alguém não identificado ou que caem da janela ou da varanda de algum apartamento. Inclui, também, indenização a vítimas de acidentes em piscinas, saunas, quadras esportivas, elevadores etc.
8 … Responsabilidade civil da guarda de veículos, veja se a sua convenção faz ressalvas a esta modalidade, em condomínios como manobristas, ou condomínios com vagas muito difíceis talvez essa modalidade poupe aborrecimentos, veja em detalhe o que é oferecido e os valores de sinistro.
9 … Portões, essa modalidade pode ser muito útil, e dependendo do nível do veículo dos seu moradores, um reparo em um veículo de um morador pode ser realmente muito caro, veja que quebrar o cabo de aço que aciona o portão não é um evento extraordinário, acredite já aconteceu muito em meu condomínio.
10 … Condomínios mistos, você pode ter coberturas separadas para a parte residencial e para a comercial, mesmo que seja apenas uma loja ou um bar. Essa opção pode baratear o custo do seguro. Outra opção é que o(s) estabelecimento(s) façam a contratação e apresentem a apólice a você, neste caso deve haver uma cláusula em favor do condomínio, essa opção é mais trabalhosa é dá mais margem a problemas.