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Cuidados com a segurança

Realizei pesquisa envolvendo condomínios residenciais em relação a serviços de portaria e equipamentos de segurança. Os resultados foram estarrecedores; vejam porquê:

a) 62% dos prédios que possuem cerca eletrificada para proteção dos muros não têm os equipamentos funcionando ou apresentam problemas graves

b) 57% dos sistemas de alarmes em edifícios encontram-se inoperantes ou têm alarme falso

c) 48% das imagens geradas pelos sistemas de câmeras de segurança não apresentam boa qualidade

d) 58% dos portões automáticos de condomínios quebram com frequência ou são lentos demais, fragilizando, assim, a segurança do local.

e) 55% dos moradores de prédios não estão satisfeitos com os serviços de portaria (terceirizada ou própria) e reclamam constantemente.

O interessante, é que não encontramos o mesmo nível de problemas e insatisfações nos condomínios comerciais, indústrias e em grandes empresas.

O leitor sabe apontar o motivo de tanta diferença?

A responsabilidade na contratação de equipamentos e serviços em condomínios residenciais é do sindico, que, geralmente, é eleito através de votação pelos moradores. Apesar da vontade de acertar, muitos administradores não possuem competência técnica e experiência suficiente para escolher empresas que irão fornecer mão de obra e equipamentos com qualidade e durabilidade na esfera da segurança.

Síndicos inexperientes querem impressionar moradores mantendo a taxa condominial mais baixa possível.

Para conseguir seu objetivo apelam para o famigerado “Bom, Bonito e Barato”.

Mas será que isso existe á disposição no mercado?

É óbvio que não!

Solicitar orçamento e analisar somente o valor não me parece um bom negócio.

No mês passado fui ministrar palestra sobre segurança à noite em prédio de classe média alta em São Paulo e notei que o vidro da guarita blindada estava rachado. O síndico se mostrou revoltado com o problema e comentou que a reforma na portaria para blindagem arquitetônica tinha menos de 1 ano. Mostrei ao administrador que o prestador de serviço havia cometido erro crasso ao fixar o vidro blindado direto na alvenaria e não apoiado em caixilho de aço balístico. De imediato o síndico entendeu o motivo da rachadura na vidraça e me indagou:

“Mas Lordello, por que a empresa agiu assim, sabendo que iria dar problema?”

Não sei se o síndico gostou de minha resposta, mas pelo menos serviu de lição:

“O vendedor provavelmente percebeu que você buscava somente preço baixo e não qualidade, e assim, apresentou orçamento sem caixilho de aço, o que barateia o valor do serviço em quase 30%”.

Em evento para 300 síndicos, comentei de equipamento eletrônico para controle de acesso de veículo com botão de pânico e anti-clonagem. Um dos participantes levantou a mão e pediu orientação no tocante a melhor marca recomendada, pois tinha receio de comprar equipamento de segunda linha ou com importação duvidosa. No momento que indiquei o melhor equipamento do mercado, um síndico que estava sentado nos fundos se levantou da cadeira abruptamente e passou a tecer sérias críticas à marca que indiquei:

“Instalei essa porcaria no meu edifício e só tive problemas. Foram tantas reclamações que mandei arrancar tudo e voltei com o sistema antigo que usávamos. Tive prejuízo enorme e muita dor de cabeça. Por experiência própria não recomendo esse fornecedor ”.

 Imediatamente, dezenas de síndicos rechassaram a colocação, dizendo que o equipamento que indiquei era excepcional e com ótimo custo benefício. Pedi silêncio e fiz a seguinte comparação:

“Vamos supor que ao sair deste evento você perceba que algum motorista bateu no paralama direito do seu veículo e fugiu. Para minimizar o prejuízo, você resolve comprar peça de reposição na concessionária. Resta agora escolher o funileiro para fazer o serviço. Será que qualquer oficina consegue acertar a pintura e instalar o paralama com perfeição? Todos sabemos que não!”.

Aproveitei o momento para mandar recado ao síndico que refutou minha indicação:

“O equipamnto instalado em seu prédio é o melhor do mercado, mas a empresa que o senhor escolheu para instalar não tinha capacidade técnica para realizar o serviço. Provavelmente, a escolha foi com base no preço baixo; o resultado não poderia mesmo ser satisfatório”.

O leitor já teve ter tido o dissabor de ir em alguma empresa ou condomínio residencial ou comercial e o leitor biométrico travar ou não funcionar. Muita gente diz que esse tipo de equipamento é uma porcaria e só apresenta problemas. Estamos diante de outra inverdade, pois se você adquirir equipamento biométrico de boa qualidade e contratar empresa com expertise na instalação, o aparelho irá funcionar com excelência e aumentar o nível de segurança no local.

Tenha em mente que preço baixo significa margem de lucro pequenina. Se a lucratividade for baixa, os investimentos em qualidade da empresa fornecedora serão baixos na mesma proporção.

Portanto, reflita sobre 3 indagações importantíssimas:

1) Qual a lealdade da empresa que se baseia apenas em preços baixos para angariar clientes?

2) Empresas que têm como diferencial o menor preço estão preocupadas em fidelizar clientes?

3) Empresas com esse perfil lhe atende quando você ligar para reclamar do serviço?

A verdade é uma só, comprar sem qualidade não é bom para ninguém!

Quando o vendedor cede facilmente aos apelos em diminuir o preço, aconselho o síndico a ficar extremamente desconfiado.

Lembre-se que todo síndico é responsável pela compra realizada, ou seja, se comprar apenas visando o preço mais baixo e n?ão se preocupar com a  devida qualidade, poderá ter que se explicar na justiça e até indenizar o condomínio, se forem gerados prejuízos por tal procedimento.

Assim, se você escolheu ser síndico, saiba de suas responsabilidades perante a comunidade. Desempenhe suas funções com profissionalismo; isso significa não adotar o famoso “jeitinho” ou tom emocional.

O antigo jargão popular diz que:

“Quem compra mal, paga duas vezes” e o pior, fragiliza a segurança do condomínio.

Como tratar bem animais de estimação

Os animais de estimação se tornam, em alguns casos, membros da família. Eles são carinhosos, boas companhias e quem tem um diz que não vive sem. No próximo domingo (14), a TV TEM dá uma ajuda para quem quer dedicar o dia para os gatos ou cachorros em Jundiaíx (SP): o Estimacão, evento que reúne diversas atividades e orientações para cuidar dos bichinhos será realizado no Parque da Uva.

Para os donos de pets entrarem no clima desde já, o Tem Notícias conversou com o médico veterinário Luiz Carlos Ferranti para saber quais são os principais cuidados que devem ser tomados com os cães e gatos. Para ele, quem tem um gato ou um cachorro deve tomar cuidado para não deixar que os animaizinhos tomem o comando da casa.

O veterinário explica que eles devem ser bem tratados sim, mas como um animal, não como uma pessoa. Caso contrário, ele pode ter distúrbios de comportamento. “Cachorro precisa, em primeiro lugar, de exercício, depois de disciplina e, por último, de carinho”, comenta o veterinário.

Apesar disso, alguns donos de cachorros gostam mesmo é de mimar os mascotes da família. Esse é o caso da auxiliar administrativo Mônica Muraro. Na casa dela, quem manda é a Clara, a basset hound que tem roupinhas para todas as ocasiões. “Ela tem roupas de ficar em casa, de sair, e tudo guardado junto com as nossas roupas”, conta Mônica.

Outra dica do veterinário é em relação ao banho e tosa. Os cachorros de pequeno podem visitar o petshop até uma vez por semana. Já para os maiores, o recomendado é uma vez por mês.

Em relação à alimentação, cachorro pode comer ração, frutas, verduras e legumes todos os dias. Já os petiscos devem ser só um agrado, de vez em quando. Sobre as roupinhas, o médico veterinário explica que funcionam como um adereço. “Alguns cachorros sentem mais frio, outros menos. É mais para o lado psicológico da gente achar que assim vai agradá-los mais”, diz Ferranti.

Na casa de Rosana Oriente, frio não é o problema para a cadela Laica na hora de dormir. Seis anos depois de ter sido encontrada na rua, com as patinhas quebradas e machucada, hoje ela está bem, e até dorme com a dona. De lá para cá, uma não desgruda da outra. “Eu sem ela não tenho como viver”, diz Rosana.

Como cuidar bem de plantas em vaso

Para quem gosta de ter o verde sempre por perto, mas não dispõe de muito espaço, uma boa opção é cultivar plantas dentro de vasos. O uso de vasos além de acomodar as plantas, pode deixar o ambiente mais agradável e decorado.

Quando bem cuidadas, as plantas cultivadas dentro de casa crescem bonitas, saudáveis e têm ótima durabilidade. Mas para isso, é preciso tomar alguns cuidados. Confira dicas de como cuidar bem de plantas em vaso.

A escolha do local para as plantas é fundamental. Observe se a área escolhida fica próxima às janelas, já que a temperatura do ambiente, a luminosidade, o arejamento e o espaço são os fatores mais importantes para que as plantas se desenvolvam.

Os formatos e tamanhos dos vasos de planta também devem ser levados em conta. É preciso ficar atenta se o vaso não é “apertado” para a plantinha crescer bem.

Para a planta ter uma vida longa, é necessário controlar e verificar diariamente a irrigação da terra. E para evitar o apodrecimento das raízes e o solo encharcado, use um recipiente para escoamento da água embaixo do vaso, o conhecido pratinho.

Uma dica para checar a umidade da planta é inserir o dedo ou um palito no solo em certa profundidade. Se a terra aderir, é por que ainda não é hora de irrigar a planta.

O uso de adubo é outra dica de como cuidar bem de plantas em vaso que ajuda no fortalecimento e crescimento delas. Mas tudo que é usado em excesso, pode fazer mal, por isso não se deve exagerar nas quantidades de adubo.

De preferência, regue as plantas no período da manhã e evite molhar muito as folhas e flores. Lembre-se que cada tipo de planta necessita de uma quantidade diferente de água. Plantas como o cacto e as bromélias, por exemplo, são plantas mais resistentes à falta de água. Já o copo de leite, begônia, crisântemo e azaléa, são plantas mais sensíveis e exigem cuidados dobrados.

Cuide bem das suas plantas protegendo seu vaso da exposição excessiva de sol, retirando sempre as folhas secas, matinhos e mantendo livre das pragas

Hidratação é a receita para tratar dengue e evitar complicações

A hidratação tem que ser feita tanto em casa quanto no serviço de saúde. Água, sucos, chás e soro caseiro, tudo é indicado na hidratação. Para fazer o soro caseiro, basta adicionar, em um litro de água, duas colheres (de sopa) de açúcar e uma colher (de café) de sal.

Para saber se a hidratação está sendo feita de modo correto, pode-se observar a cor da urina. Se estiver clara é sinal que está menos concentrada e que a ingestão de líquido está surtindo efeito.

Os sintomas clássicos da dengue são: febre, dor de cabeça, dor no fundo do olho, dor muscular, dor abdominal, dor nas articulações, além de manchas no corpo.

Queda da febre pode não significar melhora
A febre é um dos principais sintomas da dengue. Ao menor sinal da alteração da temperatura do corpo é necessário procurar a unidade básica de saúde do município. No entanto, poucos sabem que a queda da febre pode não significar a melhora do paciente. É nesta hora que os cuidados devem ser redobrados, porque há mais chances de surgir os casos graves.

Segundo informações da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), a maior parte das consequências graves causadas pela doença aparece em até 48 horas após o fim do quadro febril, quando já não se dá tanta atenção ao tratamento. O período de piora é quando a febre diminui, entre o terceiro e quinto dias da doença.

A orientação é que no primeiro dia sem febre o paciente retorne à unidade de saúde para ser reavaliado pelo médico e detectar se há algum sinal de gravidade, como irritabilidade, sonolência, vômitos que não param, forte dor abdominal, tonteira ou desmaio. Geralmente, o paciente também não sente vontade de urinar.

Termômetro
Só há um jeito de saber se uma pessoa está com febre: usar o termômetro. Este pode ser de vidro ou digital, com ponta metálica, que deve ser colocada debaixo da axila por três minutos e apenas uma vez. Caso a temperatura ultrapasse os 38º C, deve-se procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima da residência.

Cuidados ajudam a valorizar o espaço comum, como mais áreas verdes

Como valorizar as áreas comuns do condomínio?

Aumente sua qualidade de vida com melhorias nas áreas comuns do seu condomínio

A formação dos grandes centros urbanos trouxe a degradação ambiental e, junto com ela, a necessidade de repensarmos hábitos e formas com as quais lidamos com o uso do espaço. A poluição nas cidades representa uma séria ameaça à saúde pública e a população busca cada vez mais por uma melhor qualidade de vida.

Se você também deseja isso, que tal começar as mudanças pelo seu condomínio? Ações para valorizar áreas comuns em condomínios podem melhorar a qualidade de vida dos moradores e contribuir para uma cidade mais sustentável.

As áreas comuns em condomínios são propriedade de todos os moradores e representam um espaço seguro em que você e sua família podem aproveitar momentos de lazer. Porém, muitos moradores sentem falta de uma área que realmente proporcione interação social, um ambiente de aprendizado para as crianças ou simplesmente um espaço tranquilo e agradável para passar o tempo livre.

As áreas coletivas de um condomínio podem abranger a garagem, salão de festas, playground, piscina, churrasqueira, academia, área de lazer, entre outros… Essas áreas são usuais dos conomínios brasileiros. Você pode tomar a iniciativa para tornar seu condomínio diferenciado e morar em uma comunidade mais sustentável com mais qualidade de vida.

Bom, aqui vão duas dicas para dar um upgrade nos espaços comuns de condomínios: aumentar ou criar áreas verdes e montar uma horta comunitária.

É comprovado por que as áreas verdes urbanas são essenciais para a saúde da população, portanto, o plantio de árvores e a criação de jardins no local onde você mora irá contribuir para sua saúde e bem-estar. A estética e valorização do imóvel também crescem, mas para isso é necessário um planejamento. Diversos fatores influenciam em um projeto de vegetação, como profundidade do solo, incidência solar, região, além dos cuidados após o plantio.

Parte desse espaço também pode ser destinado à criação de uma horta comunitária, onde serão plantados alimentos orgânicos para os moradores. Mas não se preocupe se não houver uma área grande no condomínio, existem técnicas que permitem cultivar plantas em espaços pequenos.

A horta comunitária urbana pode servir como uma atividade semanal onde moradores se encontram para cuidar, plantar e colher os alimentos. As crianças vão adorar e aprender a ter mais contato com a natureza.

Dicas simples podem manter aumento da cota mais distante

Conheça iniciativas simples para evitar aumento na taxa de condomínio

Padronizar a limpeza, capacitar funcionários e substituir as lâmpadas por modelos LED são alternativas para otimizar o orçamento do empreendimento

É o que afirma o síndico Alessandro Barbosa de Oliveira, que há um ano e oito meses administra o Fit Marumbi, empreendimento localizado no Guaíra que conta com 672 apartamentos e cerca de dois mil moradores. A gestão dele é tida como um bom exemplo pelo Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

Maiores condominios residencias de Curitiba . Na foto Residencial Fit Marumbi , na Vila Guaira .

Ações de economia adotadas no Fit Marumbi permitiram ao empreendimento não reajustar a taxa do condomínio. Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo.

Desde que assumiu a gestão, ele implantou uma política de economia em diversas áreas do condomínio, o que permitiu que a taxa paga pelos moradores – de cerca de R$ 330 – não precisasse ser reajustada, ao contrário do que costuma ocorrer em outros empreendimentos.

“Se não tivéssemos tomado estas atitudes, seria necessário aumentar a taxa do condomínio em cerca de 14,5% em 2017”, simula Oliveira.

Para os condomínios que desejam seguir o mesmo caminho, o síndico compartilha a “receita de sucesso” e deixa um recado: “Muitas dessas ideias surgiram dos próprios moradores. A dica, então, é o síndico se abrir [para elas] e colocar as melhores em prática”, sugere.

Energia elétrica

A substituição das lâmpadas das áreas comuns por modelos LED foi a primeira iniciativa tomada com o objetivo de reduzir os custos com energia elétrica no Fit Marumbi. Para dar conta da iluminação das 12 torres, quase três mil lâmpadas foram trocadas.

As bombas d’água que alimentam as torres também passaram a ser desligadas durante a madrugada (entre meia-noite e 5h). Com essas duas atitudes, o condomínio passou a economizar em torno de R$ 14 mil por mês nos gastos com energia elétrica.

Limpeza

A padronização da limpeza dos espaços comuns foi outra iniciativa que trouxe economia para o condomínio.

“Temos oito colaboradores que cuidam da limpeza e cada um deles trabalhava de uma forma”, lembra Oliveira. Para solucionar esta questão, o condomínio fez uma parceria com a empresa que fornece os produtos de limpeza, que ofereceu treinamento aos funcionários.

“Eles aprenderam a utilizar e diluir os produtos na proporção correta. Com isso, tivemos queda de 40% no consumo dos materiais de limpeza”, conta o síndico. “Isso resultou em uma economia de R$ 2,3 mil mensais na compra dos produtos”, acrescenta.

Capacitação

A revisão dos contratos terceirizados e a capacitação dos funcionários que já constam na folha de pagamento do condomínio para a execução de tarefas antes delegadas a empresas externas foi outra estratégia adotada para reduzir os custos.

“Demos treinamento para nossos colaboradores da manutenção geral sobre limpeza da piscina, elétrica e manutenção do jardim. Hoje, eles executam estes serviços que, antes, nós terceirizávamos”, lembra.

Além da economia decorrente do cancelamento dos contratos, que é de cerca de R$ 4,8 mil mensais, o condomínio não precisou direcionar recursos para os treinamentos, que foram ofertados pelos fornecedores ou realizados nos cursos que o Secovi-PR disponibiliza para seus associados.

Manutenção preventiva

Criar uma rotina de verificação dos itens necessários ao funcionamento adequado do condomínio é outra dica do síndico Alessandro de Oliveira.

Desta forma, segundo ele, é possível se antecipar e fazer a manutenção preventiva das instalações e equipamentos, o que costuma sair mais barato do que a realização de consertos emergenciais.

“O síndico pode criar uma tabela para se lembrar de rever as lâmpadas todas as segundas e as bombas d´água as terças-feiras [e assim sucessivamente]”, sugere Oliveira.

Conscientização

Promover ações para conscientizar os moradores sobre a necessidade de se contribuir para a manutenção das áreas e instalações do condomínio é a nova estratégia que o Fit Marumbi está adotando para otimizar o orçamento do empreendimento.

“Não adianta se economizar no material de limpeza quando um morador passa pelo hall com um saco de lixo vazando logo após a funcionário ter limpado o local”, ilustra o síndico.

“Em casos como este, a economia que se consegue de um lado é perdida de outro. Por isso a campanha de conscientização é importante”, resume Oliveira.

Eleição para síndico

Os síndicos que ficam vários anos no cargo por conta de procuração

Sempre que se fala em condomínios alguns de nós sentem até arrepios só de lembrar dos problemas, desavenças e aumento de despesas que são apresentadas nas assembleias.

Com relação a posição de sindico (cargo eletivo) não diria que é comum, mas com certeza posso afirmar que existem muitos casos em que os mesmos cumprem sucessivos mandatos, quase como se fosse um cargo vitalício.

E um dos motivos mais fortes é a ausência de participação dos condôminos em assembleias, conforme citamos no parágrafo anterior. Isso acaba sendo um “prato cheio” para quem quer se perpetuar no cargo.

Ele se vale dos argumentos de que há vários aborrecimentos e contratempos, além dos problemas com legislação e funcionários, mas que ele está sempre a disposição de defender os interesses de todos e que tem tempo (hoje em dia tão precioso), e assim solicita procurações e vai sendo eleito sucessivamente.

Para que este cenário não se repita por várias vezes, há que se regulamentar na Convenção ou Regimento interno, dependendo de cada condomínio, a quantidade limite de procurações por cada condômino. Isso dificultaria essa “ditadura” dentro do condomínio.

Mas, de novo, isso só vai acontecer e fazer sentido com uma participação mais efetiva e numerosa dos condôminos.

As pessoas precisam se convencer que a participação de todos ou pelo menos da maioria, é fundamental para que as deliberações aconteçam, de fato, de acordo com a maioria ou quórum especifico de acordo com o assunto, o patrimônio seja de fato mantido em sua saúde física e financeira, entre outros.

Afinal cada um de nós comprou o imóvel como consequência de uma poupança, muitas vezes forçada, e não podemos nos descuidar da manutenção e valorização deste patrimônio.

 Deixar para depois alguma ação importante que precisa ser tomada, relaxar na tomada de preços por já ter conhecimento de fornecedores, perder o senso crítico por já está acostumado com determinada não conformidade, tornar alguns procedimentos informais além do que deveria. Isso tudo pode trazer danos de toda sorte ao condomínio.

Entendemos que o melhor cenário é um rodizio em relação a posição de síndico, bem como do Conselho Consultivo.

É importante que os condôminos passem pela experiência nos cargos administrativos do condomínio, e assim, além de entenderem melhor as dificuldades dos cargos, contribuam a favor do patrimônio de todos.

Ou então optem pela alternativa de uma gestão com “Síndico Profissional”, pessoa física ou jurídica, e em contrapartida participem do Conselho para acompanhar de perto esse modelo de gestão. Mas reforçamos a importância da participação de todos conforme citado no início deste parágrafo.

Citamos abaixo, para exemplificar, uma situação em que um condômino se perpetuava no cargo de síndico, e que a mobilização de todos a favor de mudanças, e consequentemente ”oxigenação” da gestão são fundamentais.

Em um determinado condomínio um dos moradores tinha várias procurações para se eleger, mas não o suficiente.

Então decidiu montar uma estratégia com outra moradora, que tinha várias procurações, da seguinte forma: eles simulavam uma divergência de opiniões e ao longo da assembleia, sem que ninguém percebesse caminhavam para um consenso e o sujeito sempre se reelegia. Foi difícil mudar esse cenário, mas os condôminos conseguiram.

Vida em Condomínio não é fácil, pois temos que lidar com as diferenças entre nós e nossos vizinhos, sem que necessariamente haja o certo ou errado, apenas diferenças.

Funcionários não devem se recusar a receber cartas ou encomendas

Porteiros são obrigados a receber encomendas?

Não pode acontecer a recusa injustificada do funcionário do condomínio em pegar correspondências

Está claro que é responsabilidade dos porteiros receber e entregar correspondências de cada um dos condôminos.

Mas e no caso de encomendas?

Em tese, da mesma forma, o porteiro deve receber as encomendas em nome de seus condôminos.

Caso o morador ou sua empresa esteja esperando uma encomenda especial, é interessante que a portaria ou mesmo o síndico sejam avisados.

O que não pode acontecer é a recusa injustificada do funcionário do condomínio em receber correspondências ou encomendas.

Caso isso aconteça e, de alguma forma, o condômino comprove algum dano, o condomínio deverá ressarci-lo.

Para que problemas não ocorram, é interessante que haja um caderno de controle com protocolo para assinatura do portador. Isso pode evitar problemas tanto em prédios com poucos quanto em prédios com muitos condôminos.

Pagamento de condomínio com cartão

A Mastercard, por meio de uma parceria exclusiva com a Superlógica, desenvolvedora de software para administração condominial, e a Global Payments, fornecedora de serviços de pagamento eletrônico, passa a oferecer aos condôminos a opção de pagamento recorrente mensal por meio do cartão de crédito com o preço semelhante ao boleto. Os valores variam entre R$2,85 e R$3,85.

Segundo estudos da Mastercard Advisors e Superlógica, com base em números do IBGE e Euromonitor, esse mercado deve movimentar R$ 61,3 bilhões no Brasil já neste ano.

“A Mastercard, ao colocar o consumidor no centro de sua estratégia, oferece a ele opções simples, seguras e inteligentes de pagamento. Com isso, colaboramos para desenvolver uma tecnologia que faz com que o portador crie uma recorrência automática no pagamento da taxa condominial, gerando conveniência e evitando contratempos”, declara Alexandre Brito, vice-presidente de desenvolvimento de aceitação, varejo e novos negócios da Mastercard Brasil e Cone Sul.

Ele ressalta o pioneirismo da empresa em investir no setor de administração condominial no Brasil.

De acordo com Marcia Nogueira de Mello, presidente da Global Payments no Brasil, “a parceria traz comodidade e automatiza uma demanda operacional para as administradoras de condomínios”.

“A plataforma da Global Payments cria essa série de benefícios aos condôminos e às administradoras, fornecendo uma nova opção para o pagamento de taxas”, completa André Baldini, vice-presidente de vendas da Superlógica.

Como funciona

Dentro do sistema da Superlógica, os clientes cadastram apenas uma vez os dados do cartão de crédito em um ambiente seguro, chamado Área do Condômino. A partir deste cadastro, as mensalidades recorrentes posteriores são cobradas de forma automática.