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8 Boas razões para você começar a caminhar

Por: Redação Sensível MENTE

Ao passar dos dias me convenço de que “O corpo humano foi planejado para movimentar-se”, e realmente, a falta do exercício só acumula prejuízos e dores ao corpo humano.

Recentemente, na fila de espera para ser atendido por um ortopedista, como ele atendia com a porta quase aberta, pude ouvir a conversa do paciente com o médico, era mais ou menos assim: Doutor, estou com dor aqui, alí e acolá… o médico perguntou, qual a sua idade, ele respondeu 25 anos, observando a pouca idade do paciente, e seu aspecto físico de “acabado”, prontamente disse, “Vai para uma academia se exercitar, você está muito novinho pra ter essas dores nas costas, isso é coisa de idoso que não se movimenta”, o detalhe é que esse médico era o mais querido por todos os paciente que ele atendia.

Nunca me esqueci do que ele disse ao paciente, comecei e me questionar se realmente parte das dores que sentia, não eram mesmo por falta de movimento, no outro dia saí de casa as 6:00 hs da manhã para caminhar, e de lá pra cá, minha vida se transformou radicalmente, “aquela consulta” que ouvi mudou a minha forma de pensar sobre a saúde do meu corpo e a necessidade de fornecer movimentos a ele.

Por isso digo que, caminhar não precisa de treino, talento e nem preparo físico para iniciar. Se você andar de forma moderada, não sobrecarregará seu coração. O mais interessante é que não custa nada, e você vai em pouco tempo perceber várias vantagens conforme abaixo:

Emagrece
A universidade de Ohio, Estados Unidos, concluiu que após 6 meses de caminhada um grupo feminino perdeu 10% do peso que tinham quando iniciaram o programa. Eu por exemplo, emagreci 15% em 6 meses.

Relaxa
Após caminhar, você tem uma sensação de felicidade e calma. Pesquisa americana mostrou que a caminhada diminui os sintomas clínicos em pacientes com quadro moderado de depressão.

Aumenta a capacidade de sono
Universidade do Arizona, Estados Unidos, mostrou que mulheres que fazem atividade física regular com intensidade média, pegam no sono rapidamente e acordam menos à noite, olhe só que resultado bom.

Melhora a circulação sanguínea
Ela aumenta a circulação sanguínea e expande os vasos, ajudando a diminuir o colesterol e a pressão arterial. Os vasos capilares, artérias e veias conseguem levar oxigênio mais facilmente a todas as partes do corpo, evitando várias doenças.

Um pulmão bem eficiente
A caminhada permite que as trocas gasosas entre o pulmão e o meio ambiente aumentem consideravelmente, e fazendo com que o órgão libere mais impurezas.

Cérebro mais saudável
A universidade de British Columbia, divulgou um estudo em 2014, que exercícios físicos regulares, exemplo da caminhada, aumentam a área do hipocampo, região do cérebro envolvido no aprendizado e na memorização. Ou seja, a caminhada pode retardar os efeitos da velhice sobre o cérebro e a memória, ajudando a mente a se manter saudável por mais tempo.

Aumenta a Disposição
Caminha aumenta a produção de adrenalina, substância estimulante que ajuda a despertar e a se manter mais atento. Assim sendo, espanta a sonolência e aumenta a disposição para fazer outras tarefas.

Aumenta a felicidade
Isso mesmo, a endorfina, produzida durante as atividades física, ajuda a dar a sensação de bem-estar. Entre vários benefícios, a endorfina aumenta o bom humor, ajuda na prevenção e controle da depressão, além de auxiliar a manutenção da boa memória e trazer benefícios positivos ao sistema imunológico.

Então, reinvente-se, é fácil começar, pegue seu tênis e caminhe, ande, ande, de preferência em locais arborizados, mexa-se e tenha saúde física e mental turbinadas.

FONTE: https://www.sensivel-mente.com/8-boa-razoes-para-voce-comecar-a-caminhar-mudar-de-vida-transformar-se-e-ser-feliz/

SITE: https://www.sensivel-mente.com

COMO CUIDAR DOS ANIMAIS EM TEMPOS DE CORONAVÍRUS

Diante da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) que vem se instaurando no Brasil, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) manifesta a necessidade de cautela nas decisões e destaca o papel do médico-veterinário como parte integrante do Sistema de Saúde Única, que envolve o ser humano, os animais e o meio ambiente.

“A relação homem/animal, intensa em todo o mundo e no Brasil, nos faz considerar que os estabelecimentos veterinários são responsáveis pela saúde animal, considerados essenciais para a harmonia dessa convivência”, afirma Wanderson Ferreira, médico-veterinário e tesoureiro do CFMV, pós-graduado em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais.

Nessa mesma perspectiva, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e a Associação Mundial de Veterinária (WVA) emitiram nota defendendo que os serviços veterinários e de nutrição animal são essenciais para a saúde pública, especialmente na prevenção de doenças, no gerenciamento de emergências e enfretamento de pandemias, como a que ocorre atualmente.

A partir desse posicionamento e com a autorização dos governos estaduais, o CFMV reforça que, por enquanto e até segunda ordem, os médicos-veterinários cumpram seu papel como profissionais de saúde e mantenham o atendimento normal em clínicas e hospitais veterinários, com algumas ressalvas que devem ser consideradas:

– CONSULTAS VETERINÁRIAS: atendimento preferencialmente agendado, com a presença de apenas um responsável (tutor), para evitar a concentração excessiva de humanos nos ambientes de espera.

– HIGIENIZAÇÃO: adoção de regras básicas de higiene e assepsia pessoais e do ambiente, antes e após cada atendimento. Usar o máximo de descartáveis (jalecos, luvas etc.). Consultas em domicílio devem seguir rigidamente essas normas de higiene e assepsia, além de manter um intervalo mínimo de duas horas entre os atendimentos.

– INTERNAÇÃO: desestímulo às visitas aos animais internados, oferecendo maior número de boletins médicos dos pacientes.

– PET-SHOPS: são muito importantes na nutrição dos animais, devendo manter estoque normal dos alimentos, evitando deslocamentos incertos dos tutores à procura da ração ideal para seu animal.

– ESTÉTICA ANIMAL: incentivo aos tutores a diminuir a frequência de banhos e tosas de seus pets, diminuindo a circulação das pessoas. Preferencialmente, realizar a higiene dos pets no próprio domicílio.

– PASSEIOS COM PETS: devem ser reduzidos, feitos em pequenas distâncias, apenas para atender às necessidades fisiológicas dos animais, também evitando concentrações em parques e praças.

– AUTORIDADES LOCAIS: todas as recomendações dos órgãos públicos de saúde devem ser seguidas rigorosamente.

– ANIMAIS DE PRODUÇÃO: nos locais de manejo e criação dos animais de produção, via de regra, já costuma ser baixa a concentração de pessoas, o que mitiga o risco e já contribui para evitar a propagação do vírus nesses ambientes. Mantendo as distâncias recomendadas pelos órgãos de saúde, acredita-se que a possibilidade de contaminação já é pequena. De qualquer forma, em granjas com um quantitativo maior de profissionais, como as de suínos, recomenda-se que as reuniões em campo para definição de procedimentos clínicos e de manejo sejam reduzidas e mais curtas, mantendo-se os protocolos de distância e evitando contatos físicos.

– QUARENTENA E AS CLÍNICAS: o CFMV considera que os serviços clínicos veterinários são essenciais e devem ser mantidos à disposição da população, assim como os de nutrição animal, desde que reforcem os cuidados com a higienização a cada atendimento e organizem o agendamento das consultas com antecedência para evitar concentração excessiva de pessoas no mesmo ambiente.

Colaboração: médico-veterinário Roberto Lange, da Comissão Nacional de Estabelecimentos Veterinários (CNEV/CFMV)

TUTORES

Para esclarecer dúvidas gerais da sociedade e dos tutores, o CFMV divulga perguntas e respostas sobre o assunto.

O coronavírus é transmitido pelos animais? Devo evitar contato com os meus pets?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que, até o momento, não há evidência significativa de que animais de estimação possam ficar doentes ou transmitir o novo coronavírus (Covid-19).

Mesmo assim, a recomendação é de que pessoas infectadas evitem o contato com seus cães e gatos e também façam quarentena de convivência com eles.

Se o animal não transmite, nem pega o Covid-19, por que não posso ficar perto do meu pet se eu estiver com o coronavírus?

Realmente, não há comprovação científica de que o animal transmita o Covid-19, mas o tutor infectado, ao espirrar ou tossir, poderá espalhar partículas com vírus na pelagem do animal. Até o momento, não há informações de que o animal em si desenvolva a doença, mas se o pelo estiver contaminado e outra pessoa o tocar, não há garantia de que não haverá transmissão. Nesse momento de incertezas, todo cuidado faz a diferença para evitar o contágio.

Existe um coronavírus que atinge o cachorro?

SIM, existe o coronavírus canino, que atinge o trato gastrointestinal de cães, podendo desencadear um processo de diarreia e vômito. Mas o homem é resistente a esse vírus, que não tem nada a ver com o Covid-19, o qual ataca as vias respiratórias.

Tem vacina para o coronavírus de cachorro? Humanos podem tomá-la?

As vacinas V-8 e V-10 imunizam o cachorro contra o corononavírus canino, que não é o mesmo que está se espalhando agora, causando a pandemia. Essas vacinas não podem ser aplicadas em humanos e não são eficazes contra o Covid-19.

Posso passear com o meu cachorro na rua?

Nesse período de contenção do coronavírus, a recomendação é que as saídas ao ar livre com os animais de estimação sejam curtas e objetivas, acompanhadas de apenas um responsável, apenas para atender às necessidades fisiológicas – sempre evitando contato com outros animais e pessoas, buscando os lugares menos aglomerados e os horários mais tranquilos.

Como devem ser as consultas veterinárias em domicílio?

Os médicos-veterinários devem redobrar os cuidados com a higiene; usar o máximo de material descartável possível, inclusive o jaleco; e reservar os resíduos para dar a destinação adequada, especialmente o material biológico. Assim como no atendimento em clínicas, orientar que apenas um tutor acompanhe a consulta para evitar concentração de pessoas.

Meu animal está internado. Posso visitá-lo?

Durante o período crítico de surto do coronavírus, recomenda-se que os tutores evitem visitar os animais internados. Também sugere-se que os serviços que não são de urgência e emergência sejam reprogramados, para não haver uma exposição desnecessária nesse momento crítico de propagação do novo coronavírus.

O médico-veterinário pode fazer atendimento a distância?

NÃO, o atendimento a distância continua proibido, conforme determina o Código de Ética do Médico-Veterinário. A consulta clínica deve ser presencial, seja no consultório ou em domicílio, mas sempre que possível, de forma restrita, individualizada, reduzindo aglomerações.

Como deve ser a higienização dos estabelecimentos veterinários?

Os médicos-veterinários devem ser mais severos com a higienização dos ambientes, limpando o recinto a cada atendimento. Limpar, principalmente, o mobiliário e os utensílios que tiveram contato direto com o animal ou com o tutor, como mesas, bancadas, instrumentos, cadeiras e tudo o que foi utilizado durante o atendimento dos pacientes. As recepções também devem intensificar a limpeza.

Não abandone os animais

O abandono de animais é inaceitável e já era um problema de saúde pública no Brasil antes mesmo da ameaça do coronavírus, uma vez que cachorros e gatos errantes, sem vacinação e cuidados de saúde, além de indefesos, são potenciais transmissores de zoonoses, aquelas doenças transmitidas de animais para seres humanos, como raiva, leishmaniose, leptospirose, toxoplasmose e outras. Como afirmado anteriormente, não há ainda relação de transmissão do Covid-19 por animais. Dessa forma, reforça-se a necessidade de que as pessoas pratiquem a guarda responsável, cuidem da saúde dos seus pets e mantenham as medidas necessárias para evitar a propagação de doenças.

Fonte: CFMV

Site: https://evz.ufg.br/n/125341-como-cuidar-dos-animais-em-tempos-de-coronavirus